Dia,
20 de novembro. Dia da Consciência Negra Consciência humana". Brancos,
negros, vermelhos, amarelos não importa todos nós temos o sangue vermelho
carmesim.
Até
quem se diz sangue azul, é também vermelho carmesim.
Boas palavras para esse dia. Meus avós maternos sempre diziam que muitos
brancos ou quase todos os brasileiros são negros aço ("negro aço" -
dito popular antigo que se diz do branco muito alvo, mas que suas origens se
passaram por origem negra, geralmente seus cabelos são aloirados crespos), e
com o que ouvi e guardei assim quando criança, essas palavras me remeteram ao
passado que realmente assim é o Brasil.
Eu, por exemplo, origens: portuguesa; avô
filha legitima de portuguesa casada com filho de escravo com índia (uma longa
história, pois mesmo fugindo ele da fazenda para escapar da morte por esse
motivo, o de gostar sem se declarar, minha já falecida avó abandonou tudo e
procurou o nos quilombos até o encontrar e assim os dois se casando escondido.
Viveram mais de 60 anos juntos, quando a família dela, os que eram vivos os
procuraram, menos de dois anos antes de ele falecer, motivo esse inventário da
riqueza da família, isso em 1986.
Quando minha avó recusou, motivo:
em seu coração nada disso superaria o grande amor que viveu e os dois decidiram
não reclamar o que era seus de direito recusaram tudo, fui um dos que meus avós
contaram o porquê da decisão, tinham os corações feridos, visto minha avó
automaticamente na época tinha sido desertada da família, toda a família o
apoiou, afinal estavam no final da vida e porque não levar em consideração a
decisão dos dois, afinal, eles teriam que desfrutar e não nós, coisa que para
eles não teriam tempo (só a vítima de racismo sabe o quanto o coração sangra em
lágrimas).
Uma longa história que aconteceu no Rio de
Janeiro como a de muitos escravos e escravas fugitivos. Já da parte de meu pai
origem turca, cheguei a ouvir de minhas tias que meus bisa-vos eram primos e
meu tataravó turco dos olhos azuis assim conta meu pai com muito orgulho, o
qual residiu por muito tempo no Ceará, falam muito pouco de minha tataravó, mas
com nome de minha avô Rosa Lina.
Fiz essa pequena encenação para
comprovar que meu amigo está certo, e que perdemos muito com preconceitos de
não deixar assim que o povo progredisse no sentido social, não se preocupando
assim com ele quanto a educação. Hoje buscamos pessoas estudadas em países em
que governos pensaram em sua população, coisa que nosso povo não foi visto como
suficientes e prontos para eles pensarem no futuro destes, mas sim de suas
famílias (elites).
Isso é uma vergonha se pensarmos
os quanto pobres e negros deixou de fazer esse país mais rico do que é, mas o
dinheiro e a inteligência dos pobres e negros eram de inteligência de inferior,
pois assim pensavam. Não podemos perder o que foi conquistado, mas sim
almejarmos mais para nosso país e nossos herdeiros, porque o que é de mais
sagrado em nosso país sempre não temos competência para assumir, ou seja, quem
tem competência para comandar Serra Pelada? Sem comentários. Riquezas que
perdemos porque o povo abandonado no mundo da pobreza não preparado com
dignidade de povo forte, pois na verdade não somos um povo forte.
Texto escrito em 2014
------------- -Messias Albino --------------
Posted
by Messias Albino da Silva at julho 14, 2020